A videogamização da vida

Já no presente podemos perceber que nada mais existe sem interatividade. Estão aí os milhares de aplicativos que não me deixam mentir.  Os jogos já fazem parte da vida da nova geração.  Aliás, já vem fazendo parte da nossa vida ha algum tempo. Todo celular tem pelo menos um jogo há muitos anos. Quem nunca jogou o Snake (o jogo da cobrinha)? Vai dizer que você nunca jogou paciência ou Pinball no computador? E olha que você nem precisou de console pra isso.

Eu vejo, no futuro, os jogos muito mais interativos. Você vai formular seu game a hora que quiser e convidar qualquer um pra jogar, em tempo real, via mobile. Você esta na rua, fotografa dois carros e, através do GPS, traça um percurso pra corrida de rua. Convida um amigo (ou qualquer pessoa do mundo) via rede, e começa seu jogo.]

No futuro, como era de se esperar, a “relevância” vai fazer toda a diferença.

Por meio da telefonia móvel, todos terão acesso ao conteúdo que quiser: telejornal, previsão do tempo, nova edição da Veja, últimos vídeos do YouTube, etc. Até aí não tem muita novidade, né?! Mas você vai poder “videogamizar” o que quiser na hora que bem entender. Exemplo: você esta vendo a final da Libertadores e, simplesmente, transforma isso em um game próprio. Isso poderá ser feito com um vídeo gravado durante uma conversa na sua sala, com a cobertura televisiva de um crime, um erro do apresentador ou a corrida São Silvestre.

Aí você pergunta: Como isso vai gerar grana?

As operadoras de telefonia móvel vão vender os patrocínios como hoje fazemos com os aplicativos. A Fiat, por exemplo, compraria o direito de estar presente em qualquer jogo que tenha carros de rua, durante o lançamento do seu novo modelo. A Nike quer ter uma placa durante o jogo da final da Copa ou a Sadia pode estar presente no jogo de receitas que a dona Catarina pode resolver fazer pra ensinar a Fernanda, sua nora, a cozinhar para o filho dela.

Através da tecnologia Bluetooth (ou algo do gênero) você poderá ter todas as sensações referente ao seu jogo: Pode sentir o calor do sol de Ipanema, o frio do inverno em Bariloche ou a claustrofobia de um elevador panorâmico lotado. Simplesmente pode ter um sensor no relógio, anel, brinco ou vibrador.

Você esta preparado pra isso?

(Para trilha sonora, indico “Robots”, do Kraftwerk. Dê o play abaixo!)

 

A videogamização da vida

Sobre o autor
- Um viajante sem nação, um atleta sem direção, um fotografo de situação, um jornalista por profissão misturado com um escritor sem revisão.