Hitler lutador de kung fu, Thor da terceira idade e a Miami dos anos 80: conheça “Kung Fury”
Um nada típico “tira” lutador de kung fu que vive na Miami dos anos 80. Sua missão especial: voltar no tempo para matar o vilão mais perigoso da história: o também mestre da arte marcial Adolf Hitler, conhecido como “Kung Führer”. E ele ainda conta com a ajuda de um Thor da terceira idade, mas com físico de dar inveja a qualquer garoto-prodígio.
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É nesse ambiente totalmente non-sense que nasce Kung Fury, filme escrito, dirigido e interpretado pelo sueco David Sandberg. Longe de ser um grande nome do cinema mundial, David atuava como diretor de cena para comerciais e clipes musicais. Há pouco mais de um ano, ele largou tudo para desenvolver o roteiro da ação/comédia surrealista e colocá-lo na rua.
O projeto teve investimento inicial de US$ 5 mil, tirados do bolso do próprio David, e foi sendo filmado em seu tempo livre com auxílio de amigos. Na sequência, apelou ao Kickstarter para financiar o projeto, que após um ano saiu do papel como um curta-metragem de 30 minutos lançado na semana passada.
O filme foi gravado da forma mais “na raça” possível. Mais de 90% das cenas foram captadas no escritório de David, em uma tela verde de chroma key – até porque o visual sueco em nada lembra Miami. Como só tinha um figurino de policial, cada personagem era gravado separadamente, para que tudo fosse composto na finalização – um dos principais talentos do ator/diretor/produtor/roteirista/faz-tudo.
Obviamente, Kung Fury não é feito para ser levado a sério, mas deixa uma enorme marca: como entretenimento, é sensacional – além de ter uma estética muito interessante e única, baseada também na linguagem dos games; e como inspiração é melhor ainda, mostrando que uma boa ideia e muita –mas muita mesmo – iniciativa tira qualquer projeto do papel, mesmo os mais absurdos. Ele já está inclusive listado (e muito bem cotado) no IMDb!
Acima você viu o trailer. Se quiser encarar o filme completo (vale a pena, sério!), é só dar o play aí embaixo:
*dica do amigo Victor Guerra




